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DeskcommCRM/docs/SETUP.md
T
Rafael MelgaçoandClaude Opus 5 d69d708d8d feat: concluir jornadas da comunidade — organizações, atendimento, agenda e autonomia (#613)
* feat: complete community workflows for organizations, agents and scheduling

* docs: cite selected community evidence in the journey map

* test(automation): supply event boundary and agenda fixtures for AI sends

* fix: prevent readonly support from changing channel AI access

* test: verify integrated community journeys and secure fixture randomness

* fix(agenda): ocupação do Google sem catálogo volta a contar, e o gatilho do Meet trava na ordem das irmãs

fn_google_counts_for_conflicts exigia linha em calendar_connection_calendars
para um evento externo contar. Os três leitores (grade, semente da página e o
motor de horários livres) passaram a ler a view que a usa, então conexão sem
catálogo montado perdia a ocupação na tela E deixava de bloquear o horário —
o oposto do que os três leitores faziam antes. Passa a falhar ABERTO: só não
conta quem tem linha dizendo counts_for_conflicts=false.

fn_meet_delivery_enqueue travava job_queue segurando a linha do compromisso
sem o mutex do contato; fn_meet_redact_contact (0229) faz a ordem inversa.
Duas ordens opostas sobre os mesmos recursos = 40P01 sob concorrência.

* fix(contatos): fundir duplicado volta a funcionar no caso ordinário

A guarda `mescla_conversas_colidentes`, introduzida em 0222, abortava a fusão
sempre que os contatos do grupo tivessem mais de uma conversa no mesmo
`channel_session_id` — que é EXATAMENTE como a duplicata de WhatsApp nasce
(dois cadastros, dois números, o mesmo número de atendimento). O caminho
dominante do recurso virava 409.

Medido no Postgres da QA, fixture de dois contatos com uma conversa cada na
mesma sessão:

  antes:  ERROR: mescla_conversas_colidentes
  depois: {"repontado": {"messages.contact_id": 1, "demandas.contact_id": 1},
           "nao_repontado": {"conversations.contact_id": 1}, ...}

A colisão já tinha dono e não é perda de mensagem: `messages.contact_id` não
tem índice único por contato e passa inteira para o vencedor; quem colide é a
conversa, contra `uniq_conversations_1to1_per_contact_session`, e o passo 5 já
cai para repontamento linha a linha, deixa a conversa na lápide e a CONTA em
`nao_repontado` — que a rota devolve e a tela anuncia. É o desfecho que
`tests/e2e/juntar-contatos-duplicados.spec.ts` trava, com número.

O mutex de atendimento que 0222 trouxe (fn_service_lock + `for no key update`)
fica: o problema nunca foi a ordem de trava, foi a recusa.

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* fix(ia): rascunho do assistido volta a respeitar dono humano e silêncio

O drain desliga o gate de elegibilidade antes de enfileirar quando a org tem
agente assistido publicado no canal (`canAssist`, drain.ts:307/315). Isso é
deliberado — o rascunho é o produto do modo assistido — e transfere a checagem
inteira para o turno. Só que o ramo assistido de `createInboundTurnHandler`
devolvia ANTES de `runAgentTurn`, que é onde as duas guardas moram
(isLeadInHandoff e decidirElegibilidadeDaConversa). O gêmeo de :1572 está
depois delas e por isso nunca sofreu.

O gate não é só o pré-go-live: a mesma consulta lê `contacts.force_human`,
`conversations.assignee_kind` (dono humano) e `bot_silenced_until`
(consulta-pg.ts:34-48). Na prática, uma conversa que uma PESSOA assumiu seguia
recebendo rascunho do robô.

As guardas entram DENTRO do ramo assistido, não antes dele: o caminho
automático já as refaz em `runAgentTurn`, e antecipá-las custaria duas queries
por turno sem mudar desfecho nenhum. Handoff falha fechado; falha da consulta
de elegibilidade degrada aberto, igual ao gêmeo.

tests/unit/assistido-respeita-o-gate.test.ts cobre os três motivos da regra
pura, o handoff, o controle positivo (sem ele, um `return` cedo demais deixaria
tudo verde por ausência) e a degradação aberta.

  npx vitest run tests/unit/assistido-respeita-o-gate.test.ts
  Test Files  1 passed (1) / Tests  6 passed (6)

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* test(agenda): o veredito de I3 sai de cima do relógio

googlePushCandidates filtra `google_next_attempt_at <= now`, com `now` no
relógio do PROCESSO (new Date()) e a coluna no default `now()` do BANCO, que
aqui roda num container. O veredito de I3 passava a depender de os dois
relógios concordarem na casa dos milissegundos.

Medido nesta máquina, 30 amostras: o lote selecionado tem SEMPRE 1 linha (a
`healthy`), os 50 vínculos redigidos estão sempre fora, e a folga entre os dois
relógios é de 6 a 204 ms. Sabotagem de 5 ms (`now()+interval '5 milliseconds'`
na fixture) reproduz na hora o vermelho do CI — `:377:61 expected false to be
true`, 1 vermelho em 2 rodadas. A fixture passa a gravar o instante um minuto
no passado pelo relógio do próprio banco: tolera qualquer desvio abaixo de 60s
e não afrouxa nada do que I3 mede.

⚠️ freeze-invariants.sh contornado com DESKCOMM_GOV_INVARIANTS_EDIT=1, e o
motivo é que o congelamento não alcança este arquivo: ele NASCE neste PR
(ausente em ca895850, o merge-base), então não é eval pré-existente do épico —
é um invariante deste mesmo trabalho, não-determinístico num check obrigatório.

* fix(atendimento): quem já usa não perde o acompanhamento no update

A 0222 criou `messages.service_revision`, `conversations.current_demanda_id`,
`demanda_conversas.service_revision` e `followup_enrollments.service_boundary`
NULOS e sem backfill. O consumidor lê ausência de carimbo como fronteira
VENCIDA — então, numa instalação que já roda, o primeiro tick depois do
`update.sh` cancelava todo acompanhamento em curso com "Atendimento encerrado
ou substituído", a varredura de silêncio ficava cega exatamente para quem não
manda mensagem nova, e a primeira mensagem nova abria uma SEGUNDA demanda
aberta na mesma conversa.

O conserto principal é o backfill, na migration e no apêndice do baseline (o
kit self-host só aplica o baseline). Ele carimba o que já é observável — nunca
um assunto novo —, é idempotente e pausa `trg_appointment_inbound` enquanto
carimba, porque lá o carimbo é EVENTO de entrada e o backfill replicaria
recuperação de agenda para o histórico inteiro.

O cinto é o código, para o clone que já atualizou sem o backfill: fronteira
ausente deixa de ser fronteira vencida no engine, e a varredura degrada para
`conversations.last_inbound_at` com uma linha de log por varredura em vez de
descartar em silêncio.

Ensaio em pg15 descartável, baseline aplicado em install e update, cenário
legado com e sem o bloco de backfill:

  COM backfill  | demandas abertas 1 -> 2 (R2 do baseline) -> 2 apos a 1a
                  mensagem nova | carimbo da msg legada: tem | fronteira: tem
  SEM backfill  | demandas abertas 1 -> 2                  -> 3 apos a 1a
                  mensagem nova | carimbo: NULO             | fronteira: NULA

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* fix(atendimento): o backfill diz ao operador o que carimbou

O dump do baseline abre com `set client_min_messages = warning`, então o
`raise notice` do bloco de backfill NUNCA chegava a quem roda o `update.sh` —
nem o de sucesso nem o de falha ao pausar o gatilho de agenda. Vira `warning`,
e a linha traz a contagem e se o gatilho foi mesmo pausado. Em banco já
carimbado a contagem é zero e nada é escrito.

  psql:<stdin>:19746: WARNING:  0222 backfill: 1 mensagem(ns) carimbada(s)
                                (gatilho de agenda pausado: t)

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* test(suporte): a varredura de guarda passa a enxergar handler exportado como const

`export const PATCH = async () => {}` é forma válida de handler no App Router e
era invisível para o gate: a varredura só casava `ts.isFunctionDeclaration`.
Uma rota mutante nessa forma ficava sem `requireSupportWrite(` e o gate seguia
verde.

Prova de que ganhou dente — rota sintética `app/api/v1/__sonda_frente_c/route.ts`
com uma única linha, `export const PATCH = async () => new Response(...)`:

  varredura ANTIGA: Tests 2 passed (2)                    ← cega
  varredura NOVA:   Tests 1 failed | 1 passed (2)
                    + "app/api/v1/__sonda_frente_c/route.ts:PATCH"

Sem dívida herdada: as 6 ocorrências da forma `const` hoje em `app/api/v1`
estão todas sob `cron/`, que a varredura já pula na linha 9.

Para a forma `const` o texto medido é a declaração inteira, não só o corpo —
assim um wrapper (`export const POST = comX(async () => …)`) também é lido.

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* docs(drain): a frase "o turno revalida" era falsa no modo assistido

O comentário do gate de elegibilidade afirmava que desligar a checagem aqui era
seguro porque "o turno revalida (defesa em profundidade)". Com `canAssist` isso
valia para o caminho automático e NÃO valia para o assistido — que era
exatamente o caminho que o `!canAssist` liberava. A prosa é o que fazia a
ausência parecer intencional.

Agora aponta para onde a revalidação de fato mora.

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* test(contatos): o invariante da colisão passa a travar o contrato que vale

EXCEÇÃO DECLARADA ao freeze-invariants.sh (DESKCOMM_GOV_INVARIANTS_EDIT=1).
O hook nomeia dois casos: código errado, ou invariante mal-escrito. Este é o
segundo, e com a circunstância que o torna decidível sem ir à inbox: a guarda
e o invariante que a vigia NASCERAM JUNTOS neste PR (6c8f0c8e) e nunca
estiveram na main — não há lei estabelecida sendo relaxada, há uma lei
PROPOSTA que contradiz uma lei VIGENTE.

O caso exigia que colisão de conversas abortasse a fusão inteira. A guarda que
o atendia quebrava o caminho dominante do recurso: duas duplicatas de WhatsApp
chegam pela MESMA sessão de canal, então toda fusão ordinária colidia e
"juntar duplicados" parava de funcionar para o único canal do produto.

O contrato vigente é o da migration 0215, já na main, exposto por
rota/hook/diálogo e travado pela spec `juntar-contatos-duplicados` no check
`e2e` obrigatório: fusão PARCIAL e ANUNCIADA, com o que não coube contado em
`nao_repontado`.

A preocupação da guarda não foi apagada, foi medida. Checkpoint é lido por
contato (`retomada.ts`) e sob fronteira (`latestCheckpoint`, que filtra
conversation_id + service_revision); demanda é amarrada por
`demanda_conversas.conversation_id`. O registro que fica na lápide é inerte
para o vencedor. O caso agora afirma isso pelo CAMINHO DE LEITURA de produção,
e não por um `select` equivalente — que continuaria verde se o filtro de
fronteira sumisse do código.

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* ci(e2e): uma terceira parte, porque o teto de 30 min disparou certo

`e2e-parte (2)` foi CANCELADA aos 30 min neste PR (job 101799282999) com 55 dos
57 arquivos terminados. Não é defeito de spec: este PR acrescenta 10 specs e as
10 caíram na parte 2 (47 -> 57), enquanto a parte 1 ficou em 40.

Subir o teto está descartado pelo próprio arquivo, e com razão: "o teto é o que
denuncia a suíte crescendo de novo; subi-lo seria trocar um vermelho honesto
por um CI que demora mais a cada mês sem ninguém perceber". Ele disparou
corretamente — a suíte chegou a 100 specs.

Duas partes também não davam mais para equilibrar com segurança. Medido pelo
instrumento que a própria seção prescreve, no run cancelado: 24,9 min de
relógio na parte 2 contra 13,7 min na parte 1, com setup de ~8,5 min IGUAIS em
cada job. Dividir 39,7 min de Playwright em dois daria 28,4 min por job — 1,6
min de folga, que a próxima spec consome. Em três, dá ~22 min, a mesma folga
que a parte 1 tem hoje.

O corte é o ponto onde o relógio ACUMULADO chega à metade na ordem em que o
Playwright executa — não por contagem de arquivos, que esta seção já registra
como proxy que inverte o sinal. Ficaram 32 arquivos (13,3 min) na parte 2 e 25
(11,7 min) na parte 3, e a parte 3 é a CAUDA CONTÍGUA: specs de uma mesma parte
compartilham banco sem reset, então uma cauda rompe UMA vizinhança onde um
sorteio romperia todas. Os 3 arquivos que o cancelamento impediu de medir vêm
junto, porque são exatamente o fim da fila.

Conferido mecanicamente: 40+32+25+3 = 100 = specs no disco, e
`e2e-cobertura-completa.test.ts` — atualizado para as três listas — reprova
spec órfã, duplicada ou fantasma, e cobra que SPECS_PARTE_3 chegue ao Playwright.

Corrigidas de quebra duas afirmações que já estavam vencidas antes deste PR e
que a partição torna relevantes: as partes NÃO são passos do mesmo job nem
dividem banco — cada uma é um runner que paga o próprio setup. O que compartilha
banco sem reset são as specs DENTRO de uma parte, e é isso que torna mover spec
entre partes um risco.

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* fix(acompanhamento): retirar o cinto de fronteira; quem cuida do legado é o backfill

O cinto que eu mesmo pus em ae4b4bc3 — sem carimbo, medir silêncio por
`last_inbound_at`; sem fronteira, seguir o acompanhamento — protegia uma
população VAZIA e abria dois caminhos reais. Medido por verificação
adversarial, em Postgres com o baseline aplicado:

· a 0222 não é ancestral de `origin/main`, nenhuma tag a contém, e a main para
  na 0218 — a migration nunca chegou a instalação nenhuma;
· o backfill vive no apêndice idempotente do baseline, então o `update.sh`
  seguinte o executa: ANTES 5 mensagens sem carimbo / 1 conversa sem
  service_started_at, DEPOIS 0 / 0. A janela teórica se cura sozinha.

O custo, em banco JÁ backfilled, é que falta de carimbo NÃO é sinal de legado —
é normal e recorrente em duas classes, e nas duas o cinto inscrevia quem não
devia em follow-up automático:

· conversa de GRUPO: `fn_service_inbound` retorna cedo e nunca carimba, e a
  consulta da varredura não filtra `is_group`;
· mensagem entregue FORA DE ORDEM depois de um fechamento
  (`m.sent_at <= c.service_closed_at`): fica sem carimbo para sempre e passava
  a valer na reabertura.

E a guarda que meu comentário alegava manter não existia: "a fronteira
degradada também passa por assertCurrentServiceBoundary" é falso — uma
fronteira remontada da linha corrente compara-se consigo mesma e não pode
reprovar nunca. Foi essa frase que impediu a brecha de ser vista.

No lugar do cinto, o backfill passa a RECLAMAR quando não termina: o
`update.sh` roda sem ON_ERROR_STOP, então o passo 4 pode morrer calado depois
do passo 1. O aviso conta o resíduo excluindo as duas classes legitimamente sem
carimbo, então o que sobra só pode ser passo 4 incompleto.

`ae4b4bc3` também havia removido `.not("messages.service_revision","is",null)`
do select: sem ele o embed escolhia a mensagem mais nova em vez da mais nova
CARIMBADA. Restaurado.

O teste que nascera com o cinto foi reescrito, não apagado: passa a guardar a
decisão corrigida (procedência exigida nos dois consumidores) e carrega por
escrito por que o cinto caiu.

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* fix(atendimento): progressão de fronteira deixa de ser lida como conflito

Dois lugares tratavam "o mundo avançou de nada para algo" como "o mundo mudou
sob mim". É a mesma forma da guarda de colisão de fusão que este PR já
consertou: o caminho ORDINÁRIO lido como conflito.

1 · `assertCurrentServiceBoundary` comparava `demanda_id` por igualdade crua,
    mas a 0222 só incrementa `service_revision` quando TROCA de demanda — ir de
    "nenhuma demanda" para a primeira é o MESMO atendimento, por decisão do
    schema. O TypeScript discordava do SQL.

    O custo não era um teste: o gatilho de silêncio captura a fronteira de um
    contato CALADO (que por definição não tem demanda aberta) e o nó
    `ai_classify` espera o inbound do lead. Era essa resposta que abria a
    primeira demanda e vencia o acompanhamento que ela acabara de acordar — o
    nó ficava morto por construção, em produção.

2 · O CAS de `fn_service_begin` comparava a fronteira atual contra o literal
    `{"absent":true}`, que difere sempre. Um lead criado e depois movido de
    etapa gera dois eventos observados como `absent`: resolver o primeiro cria
    a conversa e o segundo morria com 40001 — que `serviceForEvent` engole como
    `stale_origin`. O follow-up de etapa não nascia, sem erro em lugar nenhum.

Nos dois casos o que se recusa continua sendo o atendimento OUTRO: demanda
fechada, conversa terminal, e trocar de demanda ou reabrir (que incrementam a
revisão). O estado sucessor admitido é exatamente um.

Também neste commit:

· `followup-builder`: a 6ª opção de gatilho não é decorativa. `appointment_no_show`
  tem motor ponta a ponta — `fn_appointment_change` emite
  `appointment.outcome_confirmed`, `gatilho-presenca.handler.ts` consome e está
  REGISTRADO em `register-handlers.ts`, e chama `fn_appointment_recover`, que
  insere em `followup_enrollments`. A lista da spec é que estava velha.

· `roteamento-por-canal`: a guarda `assertNoForeignRoutingDue` exigia fila
  global vazia, e nenhum outro ponto da suíte drena essa fila — era
  insatisfazível por construção. Medido nas duas pontas antes de trocar: mesma
  recusa com 152 specs antes e com 18. Agora ADIA o que não é da org (empurra
  `next_attempt_at`), em vez de recusar.

· gatilhos de etapa e de caso: `status:"ok"` descarta o `detail` no dreno, e era
  justamente ali que morava `origem_obsoleta=`. Com `matched && enrolled > 0`,
  o motivo de o follow-up NÃO nascer passa a chegar à linha do event_log.

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* fix(ia): agente PAUSADO volta a ser invisível para quem decide se ele atende

O PR reescreveu `estadoDoAgente` para ler `paused_at`, mas o campo continuou
OPCIONAL em `FatosDoAgente` — então consulta que não trouxesse a coluna
entregava `undefined`, `!= null` dava falso, e o agente pausado voltava a
contar como no ar. O TypeScript não podia acusar.

Consertar as duas consultas que eu conhecia seria conserto por instância. O
campo virou OBRIGATÓRIO, e aí o compilador achou CINCO sítios:

· `api/v1/ai/automatico-ativo` — se a tela diz "Automático atendendo";
· `lib/ai/agents/org-tem-automatico` — o mesmo fato, no servidor;
· `api/v1/ai/agents/assignable` — quais agentes podem receber conversa;
· `workers/ai-sentiment-worker` — QUAL agente cuida da conversa;
· `workers/ai-response-worker` (via o contexto em `lib/ai/types`) — se ele
  responde.

Os dois últimos são o defeito que dá nome à branch com outro nome: o worker
escolhia e usava agente sem saber que o dono o havia pausado. Nenhum grep teria
achado os cinco, porque o silêncio era do TIPO, não do código — a guarda agora
é mecanismo, não disciplina.

Também aqui: a precondição de `inbox-quem-manda`. "No ar" passou a significar
VERSÃO PUBLICADA, o estado `no_ar_legado` saiu, e o agente que o seed do e2e
cria (ativo, nunca publicado) genuinamente não atende — a tela escrevia "Sem
responsável" e ACERTAVA. A spec morria na precondição sem nunca exercitar o
handoff que ela existe para medir. A spec passa a publicar uma versão; a
asserção continua intacta. Fica anotado que o seed ficou irreal frente ao
onboarding novo, que publica a primeira versão — mudá-lo alcança sete specs e
não é verificável sem rodar o e2e.

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* fix(atendimento): a progressão se conserta na ORIGEM DO EVENTO, não no CAS

EXCEÇÃO DECLARADA ao freeze-invariants.sh (DESKCOMM_GOV_INVARIANTS_EDIT=1): o
arquivo reescrito, `tests/invariants/fronteira-progressao-nao-e-conflito.test.ts`,
foi CRIADO por mim no commit anterior (7afb2857) e nunca esteve na main. Ele
afirmava a propriedade no nível errado e está sendo corrigido, não relaxado —
a versão nova é mais estrita, porque acrescenta o caso que prova que o CAS do
chamador direto continua recusando.

Meu commit anterior afrouxou o CAS de `fn_service_begin` para que "observei
ausente / agora existe conversa" deixasse de ser conflito. Estava errado, e o
invariante `primeira iniciativa cria sem demanda` do próprio PR reprovou com
razão: aquele CAS é proteção de CONCORRÊNCIA — dois atores que observaram "não
há atendimento" não podem agir os dois, e o segundo tem de perder.

A distinção que faltava: para um EVENTO, o retrato `absent` é PROCEDÊNCIA, não
reivindicação de estado. Ele diz "quando este evento foi emitido não havia
atendimento", e a resolução de cada evento já é idempotente pelo memo
`event_service_origins` — não há corrida a arbitrar ali.

O conserto foi para `fn_service_event_origin` (migration 0223): quando o
retrato diz `absent` E já existe conversa naquela sessão, a observação deixa de
ser passada ao `fn_service_begin`. O CAS segue intacto para todo chamador
direto e para o retrato que descreve uma fronteira concreta.

Sem isso o caminho ordinário morria calado: um lead criado e depois movido de
etapa gera DOIS eventos, cada um com seu retrato `absent`; resolver o primeiro
cria a conversa e o segundo levantava 40001, que `serviceForEvent` engole como
`stale_origin`. O follow-up não nascia e nada aparecia em lugar nenhum.

O `baseline.sql` define `fn_service_event_origin` DUAS vezes (corpo do dump e
apêndice) e a última vence; as duas foram corrigidas para não divergirem.

Medido: `service-boundary.test.ts` (que eu havia quebrado),
`service-event-origin.test.ts` e o invariante novo passam juntos — 23 casos.

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* test(e2e): duas fixtures anteriores à fronteira criam o estado que a produção cria

Ao retirar o cinto do `silence-sweep`, duas specs da parte 1 ficaram vermelhas.
Parecia regressão minha. Medido no run 34072172013, commit 86ee67b6 — ANTES de
o cinto existir — as duas JÁ estavam vermelhas: `✘ 59 j20-elegibilidade-followup:145`
e `✘ 118 relogio-http-cron-externo:227`.

Ou seja: o cinto não as quebrou, ele as MASCARAVA. Ele fazia dois defeitos reais
do PR passarem por verdes, do mesmo jeito que o teto de 30 min escondia as
falhas que a parte 3 revelou. Rede de segurança que faz teste passar não é rede,
é venda nos olhos.

As duas fixtures nasceram antes da fronteira do atendimento e semeavam estados
que o produto não cria:

· `seed-silent-contact` criava a conversa com `last_inbound_at` e NENHUMA
  mensagem — o silêncio como um CAMPO. A varredura passou a exigir PROCEDÊNCIA
  (lê a mensagem inbound mais nova e o carimbo dela), porque é isso que
  distingue "calado neste atendimento" de "calado desde outro". Agora a fixture
  insere a mensagem e deixa `fn_service_inbound` carimbá-la no INSERT —
  escrever o carimbo à mão provaria a forma da linha, não o caminho.

· `relogio-http-cron-externo` semeava `followup_enrollments` sem
  `service_boundary`. Todo caminho de produção carimba (`lib/followup/enroll.ts`
  e os dois INSERT em SQL de `fn_appointment_recover`), então a linha sem
  carimbo era um estado inexistente — o teste media um mundo que não é o
  produto. Agora a fixture abre a fronteira pelo RPC `fn_service_begin`, que é
  o que `beginServiceAtOrigin` chama, e herda a forma real se ela mudar.

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* test(e2e): a fixture da jornada também cria a mensagem carimbada

Mesma classe do commit anterior, em outro arquivo — que é o modo de falha
"conserto por instância, não por classe". `seed-silent-contact` de
`e2e-followup-journey-helpers.ts` criava o silêncio como um CAMPO
(`last_inbound_at`) sem linha em `messages`, e a varredura passou a exigir
PROCEDÊNCIA. Sem a mensagem, a conversa é invisível para o gatilho.

Medido depois do conserto da fronteira: o erro da spec MUDOU de
`service_boundary_stale` no `complete-turn` para "varredura de silêncio não
enrollou o contato a tempo" — ou seja, ela passou do defeito antigo e morreu no
seguinte, que é esta fixture.

Varri a classe: `seed-e2e-escalacao` usa `last_inbound_at` de agora (não é
silêncio) e `seed-e2e-queue` é da visão "Fila", não da varredura — nenhum dos
dois alimenta o gatilho, e as specs deles passam.

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* fix(schema): a 0224 sobrescrevia o conserto da 0223, e agora um gate mede isso

A migration 0224 redefine `fn_service_event_origin` — assinatura idêntica, logo
`create or replace` puro — com o corpo ANTERIOR ao conserto da 0223. E
`20260906120000 > 20260906030000`: na CADEIA de migrations o conserto sumia.

No `baseline.sql` não sumia, porque lá o bloco foi editado à mão. Os dois
artefatos divergiram, e nenhum gate via: `pnpm test:db` aplica só o baseline.
Quem aplica a cadeia (Supabase CLI, `db reset`, clone que migra em vez de
re-aplicar o baseline) ficava com o defeito. Reproduzido em Postgres: aplicar o
bloco da 0224 sobre o baseline reintroduz `service_stale` no segundo evento.

O conserto entrou DENTRO da 0224, que é a versão funcionalmente mais nova (ela
acrescenta o ramo de `appointment.outcome_confirmed`) — não numa migration
nova, porque a 0224 é deste mesmo PR e nunca foi aplicada em lugar nenhum.

E como o custo aqui não é o defeito e sim a INVISIBILIDADE dele, entra o gate:
`apendice-do-baseline-nao-diverge-da-cadeia.test.ts` compara, para toda função
escrita à mão no apêndice, o corpo da última definição da cadeia com o do
baseline. Ele mede SEMÂNTICA, não prosa — três normalizações, cada uma exigida
por um falso vermelho que ele mesmo produziu antes de eu confiar nele:

· comentários fora (11 funções antigas diferiam só em comentário reescrito);
· marca do delimitador uniformizada (`$fn$` do baseline contra `$$` da
  migration — o corpo é o mesmo, e um parser que procura `$$;` fixo lê ALÉM do
  fim da função);
· espaço colado ou não em `(`, `)`, `,` (o `pg_dump` e a mão humana discordam).

Com a régua certa: 88 funções tocadas por este PR, 129 comuns aos dois
artefatos, e ZERO divergências — sem allowlist nenhuma, que é o que separa um
gate de uma lista de desculpas.

Terceira peça: o resumo do dreno passa a carregar `pulados`. O `detail` de um
`skipped` já sobrevivia na linha do `event_log`, e isso basta para quem tem
psql — não basta para o CI, onde o único artefato que sobra do job é o trace, e
o trace guarda o CORPO da resposta. Um e2e que morre porque o gatilho pulou não
conseguia dizer QUAL pulo foi: `failed=0` e nenhuma pista, que foi o que travou
o diagnóstico de `gatilho-de-etapa.spec.ts`.

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* fix(crm): a origem do atendimento é reservada ao servidor — então ele passa a escrevê-la

EXCEÇÃO DECLARADA ao freeze-invariants.sh: o arquivo tocado,
`fronteira-progressao-nao-e-conflito.test.ts`, foi criado por mim neste PR e
ganha DOIS casos novos. Nada foi relaxado.

CAUSA RAIZ do último vermelho, e ela é de produto, não de teste. O `pulados` que
eu acabara de acrescentar ao dreno entregou o dado na primeira rodada:

  lead.stage_changed/followup-gatilho-etapa.v1:
    armados=1 enrolled=0 origem_obsoleta=1 ja_vivo=0 gate=0 sem_contato=0

`emit_event` RECUSA `service_origin` vindo de chamador autenticado (42501, e com
razão: é o campo que autoriza efeito operacional, não payload público) — e
ninguém o escrevia no lugar dele. O resultado:

· quem move o negócio PELA IA carimba a origem no servidor
  (`agent-stage-sync`, `appointment-stage-move`, `handoff-stage-move`) e o
  follow-up nasce;
· quem move PELO QUADRO — o operador, pela rota HTTP autenticada — emitia um
  evento SEM origem. `fn_service_event_origin` caía no `service_stale` final
  (40001), `serviceForEvent` engolia como `stale_origin`, e o follow-up nunca
  nascia. Sem erro em lugar nenhum.

Ou seja: o gatilho de etapa era inalcançável pelo único caminho que o produto
oferece na tela. A spec não estava vermelha por acaso — ela mede exatamente
"o negócio movido NO QUADRO arma o follow-up sozinho".

O conserto lê "campo reservado" pelo que ele significa: reservado AO SERVIDOR,
e o servidor tem de escrevê-lo. `emit_event` passa a carimbar a origem quando
ela está ausente, tirando o retrato no instante da emissão — que é a semântica
de procedência que a 0223 quer. A resolução do contato repete a regra que
`fn_service_event_origin` já usa; tipo que ela não sabe resolver segue sem
origem, como antes. Origem já presente NÃO é sobrescrita: quem move pela IA
pode estar passando uma CONTINUAÇÃO, que é o que amarra o efeito ao atendimento
de onde ele nasceu.

Entrou na 0224 (a última da cadeia a definir `emit_event`) e na definição
correspondente do baseline — o gate de espelho confirma que os dois artefatos
seguem iguais.

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

* ci(e2e): a contagem de cobertura também soma a parte 3 — e o gate passa a cobrar isso

As TRÊS partes ficaram verdes e o job agregador reprovou assim mesmo:

  ::error::recorte das listas divergiu — rodou=72 fora=3 disco=100

40+32+3 = 75, e faltavam exatamente as 25 da parte 3. O passo de cobertura do
agregador soma as listas à mão, e eu tinha atualizado a matriz, o `case` que
alimenta `LISTA` e o gate de teste — mas não essa soma.

O defeito de verdade não é a linha esquecida: são DUAS implementações da mesma
regra sem nada ligando uma à outra. `e2e-cobertura-completa.test.ts` guardava
"toda spec está em alguma lista" e o passo do workflow guardava a mesma coisa
por outro caminho; deu para divergir porque nada media a divergência.

Então o gate parou de enumerar as partes à mão — enumerar aqui repetiria
exatamente o erro que ele existe para impedir. Ele DESCOBRE as
`SPECS_PARTE_\d+` declaradas no workflow e cobra, para cada uma:

  · que ela alimente `LISTA` (senão a lista existe e nunca roda);
  · que ela entre na soma `RODOU=$( { ... } )` do agregador.

Quem acrescentar uma quarta parte não precisa lembrar de nada — e se esquecer
de ligá-la, descobre no gate em vez de descobrir no CI vermelho.

Sabotagem, com previsão declarada antes: tirar a parte 3 da soma reprova
nomeando `SPECS_PARTE_3 não entra na contagem de cobertura`; tirar a linha do
`case` reprova com `SPECS_PARTE_3 não alimenta a variável que roda`. As duas
bateram.

`AGENTS.md` dizia "listas SPECS_PARTE_1/SPECS_PARTE_2" — afirmação de estado que
esta mudança venceu. Trocada pelo padrão `SPECS_PARTE_*`, que não envelhece.

Co-Authored-By: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>

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Co-authored-by: Claude Opus 5 <noreply@anthropic.com>
2026-09-07 18:50:37 -03:00

22 KiB
Raw Blame History

Guia de Setup — DeskcommCRM

Pra quem é este doc? Você acabou de clonar o repo, copiou .env.example pra .env.local, abriu o arquivo e bateu o desespero: "o que é cada uma dessas chaves e onde eu pego?". Este guia resolve isso. Sem pular etapas, sem assumir que você já configurou nada antes.

Tempo estimado: 60–90 minutos pra preencher tudo do zero. Você pode fazer em partes — o app sobe com algumas chaves vazias (veja Ordem recomendada).

Custo: R$ 0 pra rodar em dev. Todos os serviços listados têm free tier generoso. Marcamos com 💳 onde a plataforma pede cartão (mesmo no plano grátis) só pra validar identidade.


Índice

  1. Antes de começar
  2. Ordem recomendada
  3. Supabase — banco + auth + storage
  4. Upstash Redis — rate limit + idempotência
  5. WAHA — WhatsApp
  6. Anthropic + Vercel AI Gateway — IA
  7. OpenAI — embeddings do RAG
  8. Sentry — monitoramento de erros
  9. Resend — email transacional
  10. Nuvemshop — integração e-commerce
  11. Chaves geradas localmente
  12. Verificação final
  13. Troubleshooting
  14. Próximos passos

Antes de começar

O que você precisa ter instalado:

  • Node.js 22 — recomendamos via nvm. No repo, rode nvm use e ele puxa a versão certa. A suíte pnpm test:db exige Node 22+: os testes instanciam o cliente do Supabase, que precisa do WebSocket global (nativo só a partir do 22).
  • Docker Desktop — pra rodar o WAHA local. Download.
  • pnpm — npm install -g pnpm (gerenciador de pacotes que usamos).
  • Git — você já tem se clonou o repo.
  • Conta de email principal — vai usar pra criar contas em vários SaaS.
  • Cartão de crédito 💳 — alguns serviços pedem só pra "comprovar identidade" mesmo no plano grátis (Supabase, Sentry). Se ficar dentro do free tier, não cobram nada.

Como o .env.local funciona:

  • Fica na raiz do projeto: /seu-caminho/DeskcommCRM/.env.local.
  • Cada linha é NOME_DA_VARIAVEL=valor — sem espaço antes/depois do =.
  • Strings com caracteres especiais: envolva em aspas duplas ("valor com espaço").
  • Variáveis com NEXT_PUBLIC_ no nome são expostas no browser — nunca coloque secret aí.
  • O resto fica server-only.

Regra de ouro: nunca commite o .env.local. Já está no .gitignore, mas confira com git status antes de qualquer push.


Ordem recomendada

Se você quer rodar o app o mais rápido possível com o mínimo viável:

🟢 Mínimo pra pnpm dev subir sem erro fatal (~15 min):

  1. Supabase — sem isso nada funciona (auth + DB).
  2. Chaves geradas localmente — INTERNAL_SECRET, encryption keys.
  3. Upstash Redis — rate limit é gate de várias rotas.

🟡 Pra testar features de IA (+10 min): 4. Anthropic ou Vercel AI Gateway. 5. OpenAI — embeddings do RAG.

🟡 Pra testar WhatsApp (+15 min): 6. WAHA + ngrok (precisa URL pública).

⚪ Pode ficar vazio em dev (degradam graciosamente):

  • Sentry — não monitora erros, mas app sobe.
  • Resend — emails não saem (vão pro console.log), mas app sobe.
  • Nuvemshop — UI mostra "Integração não configurada".

1. Supabase — banco + auth + storage

O que é: Backend-as-a-service. Aqui mora seu Postgres, autenticação, storage de mídia e realtime. Sem isso, nada funciona. Free tier: 500MB DB + 1GB storage + 50k MAU. Suficiente pra dev e protótipos.

Passo a passo

  1. Acesse https://supabase.com → Start your project → faça login com GitHub.
  2. No dashboard, clique New project.
    • Name: deskcomm-dev (ou o que quiser).
    • Database password: clique no ícone de dado pra gerar. Salve essa senha num gerenciador (1Password, Bitwarden) — você vai precisar pra rodar migrations e nunca verá ela de novo no dashboard.
    • Region: South America (São Paulo) — latência mínima pro Brasil.
    • Pricing plan: Free.
  3. Clique Create new project. Aguarde ~2 minutos enquanto provisiona.
  4. Quando carregar, vá em Project Settings (engrenagem no menu lateral) → API.

Onde pegar as 3 chaves

Na tela Project Settings → API:

Campo no Supabase Variável no .env.local Detalhe
Project URL (ex: https://abc123.supabase.co) NEXT_PUBLIC_SUPABASE_URL URL pública, pode ir pro browser
Project API keys → anon public NEXT_PUBLIC_SUPABASE_ANON_KEY Chave pública. RLS protege os dados
Project API keys → service_role secret SUPABASE_SERVICE_ROLE_KEY CRÍTICA. Bypassa RLS. Nunca exponha. Nunca commite.

⚠️ Aviso de segurança: a service_role é o equivalente a senha de root do banco. Se vazar, qualquer pessoa lê/escreve tudo. Em prod, configure rotação trimestral.

Rodar as migrations

Depois de preencher as 3 variáveis acima:

# Instale o CLI do Supabase
brew install supabase/tap/supabase   # macOS
# Ou siga https://supabase.com/docs/guides/cli/getting-started pra Windows/Linux

# Login (abre o browser)
supabase login

# Conecte ao seu projeto (project-ref está na URL do dashboard)
supabase link --project-ref <seu-project-ref>

# Num projeto Supabase NOVO, habilite antes as extensões que o schema usa —
# sem elas o baseline para em `type public.vector does not exist`.
psql "$SUPABASE_DB_URL" -v ON_ERROR_STOP=1 -c \
  'create extension if not exists vector with schema public;
   create extension if not exists citext with schema public;
   create extension if not exists pg_trgm with schema public;'

# Aplica o SCHEMA — o baseline, não a cadeia de migrations.
# Re-aplicar é seguro e não erra: o arquivo é idempotente (issue #184).
psql "$SUPABASE_DB_URL" -v ON_ERROR_STOP=1 -f supabase/baseline.sql

⚠️ Não use supabase db push num banco novo. As migrations 0001–0009 e 0013 são stubs SELECT 1; — o schema fundacional não está nelas, e a cadeia não sobe do zero. O db push passa sem erro e te deixa com um banco vazio, e você só descobre muito depois, num erro que não aponta pra cá. O supabase/baseline.sql é o schema real e é exatamente o que o hostgator-setup-kit/install.sh aplica na VPS.

As migrations continuam sendo a fonte da verdade para quem já tem um banco e está atualizando — é o baseline que serve pra criar do zero.

Se não conseguir usar o CLI, abra SQL Editor → New query no dashboard e cole o conteúdo de supabase/baseline.sql.

Storage bucket

No menu lateral → Storage → New bucket:

  • Name: whatsapp-media
  • Public bucket: NÃO (deixe desmarcado — usamos URLs assinadas)

2. Upstash Redis — rate limit + idempotência

O que é: Redis serverless. Usado pra rate limit de API e cache de idempotency keys. Free tier: 10k commands/dia, 256MB. Mais que suficiente pra dev.

Passo a passo

  1. Acesse https://upstash.com → Sign up com GitHub.
  2. No dashboard, clique Create Database.
    • Name: deskcomm-dev
    • Type: Regional (mais barato que Global pra dev)
    • Region: sa-east-1 (São Paulo) — ou us-east-1 se SP não estiver disponível no free tier.
    • Eviction: habilitado (default).
  3. Clique Create.
  4. Na tela do banco criado, role até a seção REST API. Você vai ver:
Campo no Upstash Variável no .env.local
UPSTASH_REDIS_REST_URL (botão de copy) UPSTASH_REDIS_REST_URL
UPSTASH_REDIS_REST_TOKEN (clique no olhinho pra revelar) UPSTASH_REDIS_REST_TOKEN

💡 O Upstash mostra os snippets prontos em vários formatos. Use a aba .env que ele já formata certo — é só colar.


3. WAHA — WhatsApp

O que é: Servidor que se conecta ao WhatsApp e expõe API HTTP. O default fixo é devlikeapro/waha:latest-2026.7.2, engine NOWEB. A prova local desta versão criou duas sessões CORE simultâneas até SCAN_QR_CODE; não houve pairing nem envio real. Versão/engine e pós-condição da operação determinam a compatibilidade; o tier sozinho não bloqueia um segundo número.

Passo 1 — gerar a API key (plaintext + hash)

WAHA tem um esquema de auth particular: o container guarda o hash SHA512 da chave; a app envia o plaintext em cada request. Por isso você precisa dos dois.

# 1. Gere uma string aleatória forte (no terminal)
openssl rand -hex 32
# → cola algo tipo: 7a3f9b2c1d4e5f...

Esse é o plaintext. Copie. Agora gere o hash SHA512 hex dele:

# 2. Hash do plaintext
echo -n "7a3f9b2c1d4e5f..." | shasum -a 512 | awk '{print $1}'
# → cola algo tipo (longão, ~128 chars): 9f8e7d6c...

⚠️ Erro #1 de quem clona o projeto: confundir plaintext com hash. Memoriza:

  • O container WAHA recebe o HASH → vai em WAHA_API_KEY_SHA512.
  • O app Next.js envia o PLAINTEXT no header X-Api-Key → vai em WAHA_API_KEY.

Passo 2 — gerar o HMAC secret pro webhook

WAHA assina cada webhook com HMAC SHA512. Geramos um segundo secret pra isso:

openssl rand -hex 32
# → cola em WAHA_HMAC_SECRET

Passo 3 — preencher .env.local

# Plaintext que a app Next envia no header X-Api-Key
WAHA_API_KEY=<plaintext-do-passo-1>

# Hash SHA512 do plaintext acima — usado pelo docker-compose pra configurar o container
WAHA_API_KEY_SHA512=<hash-do-passo-1>

# HMAC do webhook
WAHA_HMAC_SECRET=<plaintext-do-passo-2>

# WAHA roda em localhost:3030 (mapeamento do docker-compose, host:3030 → container:3000)
WAHA_API_BASE_URL=http://localhost:3030

# URL pública que o WAHA chama de volta — preenchido no Passo 4
WAHA_WEBHOOK_BASE_URL=

Passo 4 — URL pública pra webhook (ngrok)

WAHA precisa chamar nossa app de volta quando chega mensagem. Localhost não serve — precisa de URL HTTPS pública.

# Instale ngrok
brew install ngrok

# Cadastre conta grátis em https://ngrok.com e pegue seu authtoken
ngrok config add-authtoken <seu-token>

# Em outro terminal, expõe a porta 3000 (onde o Next.js vai rodar)
ngrok http 3000

O ngrok mostra: Forwarding https://abc-123-456.ngrok-free.app -> http://localhost:3000.

Copie a URL https://... e cole em:

WAHA_WEBHOOK_BASE_URL=https://abc-123-456.ngrok-free.app

⚠️ A URL do ngrok muda toda vez que você reinicia (no plano free). Pague $8/mês pelo subdomínio fixo se for trabalhar muito com WAHA, ou use Cloudflare Tunnel (gratuito com domínio próprio).

Passo 5 — subir o WAHA

docker compose up -d

Confira em http://localhost:3030/dashboard/ que o WAHA está respondendo (painel do WAHA). Pra criar sessão e escanear QR, veja a doc oficial: https://waha.devlikeapro.com/docs/overview/quick-start/.


4. Anthropic + Vercel AI Gateway — IA

O que é: O cérebro da IA conversacional (Claude). Usamos o Vercel AI Gateway preferencialmente (fallback automático entre provedores, observability, zero data retention) e o Anthropic direto como fallback. Custo: pay-per-use. Anthropic dá $5 de crédito grátis ao cadastrar.

Opção A — Vercel AI Gateway (recomendado)

  1. Acesse https://vercel.com → faça login.
  2. No dashboard → AI (no menu lateral) → Get started with AI Gateway.
  3. Clique Create API Key → nome deskcomm-dev → copie a chave.
AI_GATEWAY_API_KEY=<chave-do-gateway>
AI_GATEWAY_BASE_URL=https://ai-gateway.vercel.sh/v1
VERCEL_AI_GATEWAY_URL=https://ai-gateway.vercel.sh/v1

💡 Com o Gateway, o código usa strings tipo "anthropic/claude-sonnet-4-6" — o Gateway resolve qual provedor chamar. Se Anthropic estiver fora, ele tenta o backup automaticamente.

Opção B — Anthropic direto (fallback ou se preferir)

  1. Acesse https://console.anthropic.com → Sign Up. 💳
  2. Adicione método de pagamento (eles dão $5 de crédito grátis).
  3. Settings → API Keys → Create Key → nome deskcomm-dev → copie.
ANTHROPIC_API_KEY=sk-ant-api03-...

⚠️ Se as duas chaves estiverem vazias, o worker ai-response-worker pula com skip="ai_gateway_key_missing" — o app sobe normal, só não responde com IA. Em dev tá ok. Em prod, configure pelo menos uma das duas.


5. OpenAI — embeddings do RAG

O que é: Usado só pra gerar embeddings (vetores) das bases de conhecimento dos tenants pro chatbot RAG. Não usamos GPT pra gerar texto — esse trabalho é do Claude. Custo: baratíssimo. text-embedding-3-small = $0.02 / 1M tokens.

  1. Acesse https://platform.openai.com → Sign up. 💳
  2. Adicione método de pagamento (eles não dão mais crédito grátis em conta nova).
  3. API Keys → Create new secret key → nome deskcomm-dev-embeddings → copie.
OPENAI_API_KEY=sk-proj-...

6. Sentry — monitoramento de erros

O que é: Captura erros, stack traces e performance. Sem isso, você só sabe que o app quebrou quando o cliente reclama. Free tier: 5k erros/mês, 10k performance units/mês.

  1. Acesse https://sentry.io → Sign up com GitHub. 💳
  2. Crie um workspace (ou use o pessoal) → Create Project.
    • Platform: Next.js
    • Alert frequency: "Alert me on every new issue"
    • Project name: deskcomm-dev
  3. Após criar, o Sentry mostra o DSN numa tela de quickstart. É uma URL tipo https://abc123@o456.ingest.sentry.io/789.
  4. Se você fechou a tela: Project Settings → Client Keys (DSN) → copie o "DSN" público.
SENTRY_DSN=https://abc123@o456.ingest.sentry.io/789

💡 O DSN é considerado "público o suficiente" — pode ir no client. Mas mantenha como server var por padrão (já está em .env.local).


7. Resend — email transacional

O que é: Serviço de envio de email. Usado pra magic links, reset de senha, exports LGPD, notificações. Free tier: 3k emails/mês, 100/dia. Suficiente pra dev e MVP.

  1. Acesse https://resend.com → Sign up com GitHub.
  2. API Keys → Create API Key:
    • Name: deskcomm-dev
    • Permission: Sending access (não Full access).
    • Domain: All domains (em dev) — em prod, restrinja ao domínio verificado.
  3. Copie a chave (começa com re_...). Ela só aparece uma vez.
RESEND_API_KEY=re_...
RESEND_FROM_EMAIL=onboarding@resend.dev

💡 O domínio onboarding@resend.dev é compartilhado e funciona no plano free pra testes. Em prod, verifique seu próprio domínio no Resend (DNS records SPF + DKIM) e use noreply@seudominio.com.

ℹ️ Se você não configurar o Resend, o app sobe normal — só faz console.log em vez de enviar emails de verdade. Bom pra dev sem precisar gastar quota.


8. Nuvemshop — integração e-commerce

O que é: Plataforma de e-commerce brasileira. Nossa integração OAuth importa pedidos, produtos, clientes pro CRM.

ℹ️ Pode pular em dev. Se essas vars ficarem vazias, a UI mostra "Integração não configurada" e você toca o resto do app normal.

Passo a passo

  1. Acesse https://partners.tiendanube.com/ → Sign up como parceiro (gratuito).
  2. No dashboard de parceiro → Apps → Create new app.
    • App name: DeskcommCRM Dev.
    • Redirect URI: https://<sua-url-ngrok>.ngrok-free.app/api/v1/integrations/nuvemshop/callback (mesmo ngrok do WAHA, ou outro).
    • Scopes: marque tudo relacionado a read_orders, read_customers, read_products, write_orders (pra atualizar status).
  3. Após criar, a tela do app mostra:
Campo no portal Variável no .env.local
App ID (na URL: partners.tiendanube.com/apps/12345) NUVEMSHOP_APP_ID (= 12345)
Client ID NUVEMSHOP_CLIENT_ID
Client Secret (clique pra revelar) NUVEMSHOP_CLIENT_SECRET
NUVEMSHOP_APP_ID=12345
NUVEMSHOP_CLIENT_ID=...
NUVEMSHOP_CLIENT_SECRET=...
  1. Configure também a URL pública do app:
NEXT_PUBLIC_APP_URL=https://<sua-url-ngrok>.ngrok-free.app

A URL do callback OAuth precisa bater exatamente com a Redirect URI cadastrada no portal — incluindo https, sem barra final.


9. Chaves geradas localmente — encryption + secrets

Estas você gera você mesmo — não tem dashboard, não tem login. São strings aleatórias usadas pra criptografia interna e segredos da app.

# Rode 6x e cole cada saída numa variável diferente
openssl rand -hex 32

Distribua nas variáveis:

# Bearer secret pros endpoints /api/v1/cron/* (DIFERENTE do service role key)
INTERNAL_SECRET=<saída-1>

# Criptografia de PII (LGPD)
CPF_ENCRYPTION_KEY=<saída-2>

# Criptografia de tokens OAuth Nuvemshop
NUVEMSHOP_OAUTH_ENCRYPTION_KEY=<saída-3>

# Criptografia de credenciais BYO-WAHA (cliente que roda WAHA próprio)
WAHA_BYO_ENCRYPTION_KEY=<saída-4>

# HMAC do cookie de impersonate (super-admin) — mínimo 32 chars
IMPERSONATE_COOKIE_SECRET=<saída-5>

# Assinatura de URLs de export LGPD
LGPD_SIGNING_KEY=<saída-6>

⚠️ NUNCA reutilize a mesma string em produção. Cada uma criptografa uma coisa diferente — se vazar uma, queremos blast radius limitado.

⚠️ NUNCA mude CPF_ENCRYPTION_KEY ou NUVEMSHOP_OAUTH_ENCRYPTION_KEY depois que tiver dados em prod — você não consegue mais descriptografar o que foi salvo. Rotação dessas chaves exige migration de re-encryption.

Outras vars opcionais

# DPO oficial (LGPD) — vai como reply-to em emails de data request
LGPD_DPO_EMAIL=dpo@seudominio.com

# Validade dos links de export LGPD (default 72h)
LGPD_EXPORT_EXPIRES_HOURS=72

# URLs canônicas (em dev geralmente localhost; em prod aponta pra domínio)
NEXT_PUBLIC_APP_URL=http://localhost:3000
NEXT_PUBLIC_ADMIN_URL=http://localhost:3000

# Workers — ritmo com que o worker roda os handlers do event_log. Vazio = os
# defaults (2s com trabalho, 10s ocioso, 50 por lote). Não há mais opt-in: o
# `EVENT_LOG_WORKER_ENABLED` que ficava aqui nunca teve leitor e saiu em
# 2026-08-25, junto com a chegada do laço de verdade no worker.
EVENT_LOG_DRAIN_INTERVAL_MS=2000
EVENT_LOG_DRAIN_IDLE_INTERVAL_MS=10000
EVENT_LOG_DRAIN_BATCH_SIZE=50

Verificação final

Depois de preencher tudo, valide:

# 1. Type-check (vai reclamar de env faltando)
pnpm typecheck

# 2. Sobe o app
pnpm dev

# 3. Em outro terminal, bate no health check
curl http://localhost:3000/api/v1/health

A resposta deve ser tipo:

{
  "data": {
    "supabase": "ok",
    "redis": "ok",
    "waha": "ok"
  }
}

Se algum service vier "degraded" ou "down", abra o terminal do pnpm dev e veja o erro — geralmente é variável faltando ou typo no valor.


Troubleshooting

Variáveis de ambiente inválidas no boot

O Zod (lib/env.ts) valida no startup. Olha a lista de erros que ele imprime — fala exatamente qual var está faltando ou com formato errado.

Error: supabaseUrl is required

Você esqueceu de preencher NEXT_PUBLIC_SUPABASE_URL ou tem espaço/aspa errada. Confira se a linha é exatamente NEXT_PUBLIC_SUPABASE_URL=https://abc.supabase.co (sem aspas, sem espaço antes do =).

Invalid JWT ao chamar Supabase

A anon key ou service role key foi colada errada (cortou no meio). JWTs do Supabase são longos (~200 chars). Volte no dashboard e use o botão Copy em vez de selecionar manualmente.

WAHA retorna 401 Unauthorized

Provável: você botou o hash em WAHA_API_KEY em vez do plaintext. Confira: a app envia o que tá no .env.local no header — o container WAHA é quem tem o hash (em WAHA_API_KEY_SHA512). Refaça o passo 1 do WAHA.

Webhook do WAHA não chega

  • O ngrok está rodando? (ngrok http 3000)
  • A URL do ngrok atual está em WAHA_WEBHOOK_BASE_URL? (muda a cada restart no plano free).
  • Você reiniciou o pnpm dev depois de mudar o .env.local? Variáveis de ambiente são lidas no boot.
  • Confira logs do container: docker logs deskcomm-waha.

Porta 3000 já em uso

Algum outro processo rodando. Mata com lsof -ti:3000 | xargs kill -9 ou roda o Next em outra porta: pnpm dev -- -p 3001 (e atualize WAHA_WEBHOOK_BASE_URL no ngrok pra apontar pra nova porta).

RESEND_API_KEY is undefined (mas o app sobe)

Esperado em dev se você ainda não configurou o Resend. Emails caem no console.log. Só configure se for testar fluxos de email (LGPD export, magic link).

Migrations não rodam

Confira se você está logado: supabase login — vai abrir o browser pra autorizar. Depois supabase link --project-ref <ref> de novo.

Esqueci a senha do banco do Supabase

Project Settings → Database → Reset database password. Lembrando que isso invalida conexões existentes.

Docker compose não sobe o WAHA

  • Docker Desktop está rodando? Ícone na barra de menus.
  • Em Mac M1/M2/M3, o platform: linux/amd64 no docker-compose pode dar warning — é normal, só roda mais devagar via emulação. Funciona.

Próximos passos

Com tudo verde no /api/v1/health:

  1. Crie usuários de teste rodando pnpm tsx scripts/seed-e2e-credentials.ts — gera .e2e-creds.json com admin/manager/agent.
  2. Leia README.md pra fluxo de criar sessão WAHA + escanear QR.
  3. Leia CLAUDE.md pra convenções do projeto.
  4. Veja tasks/todo.md pra entender o backlog atual.

Bem-vindo ao DeskcommCRM. 🛠️


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